MP perde validade e Reforma Trabalhista volta a permitir grávidas em áreas perigosas

A Reforma Trabalhista em sua íntegra é totalmente prejudicial aos trabalhadores e seus efeitos nefastos já vêm sendo sentidos, como o aumento do desemprego, da precarização e perda de direitos. Mas algumas cláusulas são tão absurdas que o governo chegou a ensaiar um recuo, no ano passado, com a edição da Medida Provisória 808. Contudo, a MP perdeu validade no dia 23/04 e com isso vários ataques podem voltar a ter vigência.

É o caso de cláusulas como a que permite que trabalhadoras grávidas trabalhem em locais insalubres (que fazem mal à saúde); que permite que empresas demitam funcionários efetivos para recontratá-los imediatamente como trabalhos intermitentes (com menores salários e menos direitos) e que permite que empresas possam mudar a jornada de trabalho para 12×36 apenas com um acordo direto com o trabalhador; entre outras (veja abaixo).

Editada pelo governo logo após a entrada em vigor da reforma, a MP precisaria ser votada e aprovada pela Câmara e pelo Senado, para ser sancionada por Temer até segunda-feira. Mas a MP, que assim que chegou à Câmara recebeu mais de 600 emendas, ficou parada por total falta de interesse dos deputados em discutir a medida e com o receio de que se pudesse alterar a lei.

Fonte: CSP-Conlutas

Atos cobram respostas e justiça ao assassinato de Marielle e Anderson

Sexta-feira e sábado (13 e 14 de abril) foram dias de luta por justiça contra a execução de Marielle Franco e Anderson Pedro. Após um mês da morte de ambos, o caso segue sem respostas.  A CSP-Conlutas se incorporou aos dias de protestos e também denunciou a intervenção militar no Rio de Janeiro, que ataca o povo pobre dos morros com repressão.

A Central e movimentos sociais, sindicais e de luta contra as opressões realizaram nesses dias mobilizações em São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Jacareí (SP), Rio de Janeiro, Natal (RN), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Belém (PA) e São Luís (MA) com a exigência de celeridade nas investigações e punição dos envolvidos.

Em São Paulo (SP), na sexta-feira (13), o Movimento Luta Popular organizou famílias das ocupações Esperança, do Jardim da União e os despejados de Queixadas e realizou importante marcha na periferia da região da zona oeste, em Perus. Além do movimento popular que compõe a CSP-Conlutas, estiveram no protesto lutadores do Quilombaque de Perus, movimento Cultural das Periferias e outros autônomos, além de representante da Central e de partidos políticos.

Sob o lema “Nem despejados, nem assassinados”, a marcha exigiu justiça ao caso de Marielle e Anderson e o fim da intervenção militar no Rio de Janeiro. Por entender que as lutas são as mesmas, os movimentos protestaram também contra o genocídio e o encarceramento do povo preto e pobre, e os despejos dos que lutam por um teto.

O advogado da CSP-Conlutas, Avanilson Araújo, relembrou o violento despejo dos Queixadas, ocorrido há mais de 50 dias. “Não esquecemos que o movimento dos Queixadas, ligado ao Luta Popular, sofreu despejo ilegal, sem ordem judicial. Esse ato é parte de uma mobilização para retomar o terreno. O nome da Ocupação foi votado em memória a luta histórica dos Queixadas, dos operários daqui da região de Perus. Estamos juntos aqui para dizer que é na rua, nas praças e nas greves que tomaremos o controle desse país”, disse durante saída em marcha.

Em São José dos Campos (SP) e em Jacareí as manifestações aconteceram nesta sexta-feira (13), às 16h, nas praças Afonso Pena e Conde Frontin, respectivamente.

Governo e planos de saúde querem a privatização do SUS

Governo e planos de saúde querem a privatização do SUS

O governo quer reformular o SUS (Sistema Único de Saúde) repassando serviços de saúde prestados à população para a iniciativa privada. Essa possibilidade foi levantada no “1º Fórum Brasil – Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde”, evento realizado dia 10 de abril, em Brasília.

Neste fórum, organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde (Febraplan), com participação do Ministério da Saúde, e de deputados e senadores, foi defendida a proposta de “reformulação” do SUS, com o repasse de atendimentos aos planos de saúde, com subsídio do governo. Isso seria feito com a transferência de recursos para financiar a “Atenção de Alta Complexidade” e transferi-la para empresas privadas do setor. A meta seria de pelo menos metade da população ser atendida pelos planos.

Essa reformulação faria com que o governo destinasse verba pública para a rede privada, que teria dois tipos de receita, a dos usuários, que já pagam pelo plano, e a do Estado. Uma verba que poderia ser investida no sistema público vai escoar para empresários do ramo da saúde.

Foi proposto ainda um Conselho Nacional de Saúde Suplementar com o mesmo poder do Conselho Nacional de Saúde. Se a mudança ocorresse, isso reduziria a participação popular na formulação, acompanhamento e controle sobre a política pública.

Entidades do setor da Saúde se manifestaram em repudio a essa possibilidade. Em nota, o CEBES (Centro Brasileiro de Estudos em Saúde) de Recife e do Distrito Federal afirmou que “fazer um sistema de saúde a partir dos planos de saúde, como ocorre nos Estados Unidos, prejudica os mais pobres” e que os planos de saúde privados já recebem “excesso” de benefícios fiscais.

Outro ataque apontado e que irá estrangular o SUS é a Emenda Constitucional 95, de teto de gastos, que irá congelar os investimentos em saúde, educação e assistência social pelos próximos 20 anos.

A Associação Brasileira de Enfermagem repudiou a iniciativa que vai na contramão de ampliar o acesso da população a um sistema de saúde gratuito e de qualidade.

O COSEMS/RJ (Conselho Municipais de Secretarias de Saúde do Rio de Janeiro) reafirma que é preciso ampliar o investimento no SUS e não o contrário, investindo em empresas privadas de saúde.

A servidora da saúde, Cintia Teixeira, da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas Rio de Janeiro ressalta que essa é uma política que está fortalecendo o programa ideológico do governo de Temer, promovendo ataques diretos aos SUS por meio do desmonte de políticas públicas. “É importante salientar que saúde é um direito previsto na constituição e isso é um dever do estado, não é concessão. Esse projeto beneficiará uma série de políticos que financiaram suas campanhas políticas via empresários da saúde. Por isso, é necessário que os movimentos sociais e sindicais mantenham-se fortes e montem fóruns de saúde contra a sua privatização. É necessária a unidade ampla em defesa do SUS em cada estado, nenhum direito a menos, nenhum serviço de saúde a menos”, concluiu.

Contribua com o seu Sindicato: Participe das Assembleias

Contribua com o seu Sindicato: Participe das Assembleias

Nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro foram realizadas as assembleias para autorização da contribuição sindical e centenas de trabalhadores puderam participar do debate sobre a sustentação do Sindicato. Nesta semana vamos realizar novas assembleias para seguir conversando sobre a importância da contribuição sindical para a    manutenção do sindicato.

Todos nós sabemos que o Sindicato é um forte instrumento de luta para manutenção de direitos e garantir novas conquistas. Só neste ano temos exemplos de lutas importantes da categoria em que um Sindicato forte fez diferença.

O Sindicato participou ativamente na mobilização dos trabalhadores da Associação Mario Penna/Luxemburgo, Hospital Santa Casa de Caeté e do Hospital Sofia Feldman, que vinha atrasando salários e 13º. Ainda é necessária muita organização para manter salários em dia e condições dignas de trabalho.

O Sindicato é um forte instrumento de luta para manutenção de direitos e garantir novas conquistas

Com a reforma trabalhista, os grandes empresários e o governo estão tentando enfraquecer os Sindicatos. Agora, eles pensam que vão ficar soltos para fazer o que quiser com os trabalhadores. Porém, estão enganados. Retiraram da legislação trabalhista a contribuição sindical, pensando que isso iria enfraquecer nossa luta.

O SINDEESS acredita que o Sindicato deve ser sustentado com a contribuição voluntária dos trabalhadores. Quem contribui é porque acredita que o Sindicato deve ficar de pé, presente na luta do trabalhador, exercendo seu papel – auxiliando e representando quando for necessário. Além das mobilizações, o papel do Sindicato é de firmar convenções coletivas e acordos para firmar nossas conquistas. Prezamos por manter alguns serviços como assistência jurídica, comunicação, lazer e tantos outros.

Por isso, chamamos os trabalhadores para participar das assembleias para conversamos sobre a sustentação do nosso sindicato. Essa semana os diretores e delegados estarão nos hospitais para conversar e esclarecer as dúvidas sobre a contribuição sindical.

Campanha Salarial 2018: Conheça as principais reivindicações

Campanha Salarial Sindeess 2018

No mês de fevereiro foram realizadas em BH e região as assembleias para aprovação da pauta de reivindicações dos trabalhadores. A pauta foi encaminhada para os patrões e essa semana terá uma reunião de negociação. As greves e mobilizações deste início do ano mandaram um recado claro para os patrões e para o governo: não vamos deixar diminuir salários, aumentar a jornada de trabalho e precarizar nossas condições de vida. Estamos prontos para aumentar nossa mobilização pela valorização do trabalhador da saúde, por ganho real e pisos salariais, reajuste no vale alimentação e melhores condições de trabalho.

Vamos lutar também pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários e intensificar o com-bate ao assédio moral, sexual e desvios de função. A reforma trabalhista foi aprovada por um congresso de corruptos que só quer aumentar a exploração e precarizar as condições de trabalho para aumentar os lucros dos patrões.

Não deixaremos que ela seja aplicada! No dia 6 de abril será nossa primeira reunião de negociação. É hora de fortalecer nossas mobilizações em cada hospital, por isso, estaremos realizando assembleias em vários locais para mostrar nossa força e organização e exigir respeito e melhores salários.

ALGUMAS REIVINDICAÇÕES:

Reajuste salarial

Feriado em dobro

Melhores condições de trabalho

Pelo fim do atraso de salários

Adicional noturno estendido

Auxílio creche

Fim do assédio moral

Homologação no Sindicato

A assistência aos trabalhadores no momento da homologação garante que as verbas rescisórias sejam pagas e fiscaliza o cumprimento dos direitos trabalhistas.

Fim da pressão dos patrões para que os trabalhadores não contribuam com o sindicato

Algumas chefias dos hospitais estão pressionando os trabalhadores para não contribuírem com o sindicato, organizando listas de assinaturas para não descontar a contribuição sindical. Isso é uma conduta que ataca a livre organização dos trabalhadores.