UNI Americas oferece vaga de emprego para Organizador Sindical em Belo Horizonte

Organizador Sindical – Belo Horizonte

A UNI Américas é o braço regional da UNI Global, sindicato global nos setores de serviços com
entidades afiliadas em quatro continentes, representando mais de 20 milhões de trabalhadores. A
nossa organização sindical realiza projetos de organização em parceria com os nossos afiliados
para aumentar a participação dos trabalhadores de base no movimento sindical; construir redes
nacionais e internacionais para planejar e setores econômicos para ganhar melhorias concretas
nas condições de trabalho; e avançar as lutas para garantir os direitos dos trabalhadores através
do fortalecimento dos sindicatos e das parcerias com organizações que compartilham um foco
semelhante.
A UNI Américas procura alguém para o cargo de Organizador Sindical. A atual conjuntura política
no Brasil oferece uma abertura para que os sindicatos assumam um papel maior na sociedade
civil. Com base nessa nova abertura política, a posição de Organizador Sindical será fundamental
para ajudar a fortalecer o poder dos trabalhadores nos setores da UNI e construir a capacidade de
organização dos sindicatos afiliados para um maior crescimento e mobilização. A principal
responsabilidade do Organizer Sindical será trabalhar na implementação de campanhas de
organização em um ou mais dos diversos representados pela UNI, recrutando, treinando e
desenvolvendo líderes nos locais de trabalho de acordo com a estratégia da UNI “Quebrar
Barreiras”.

Responsabilidades e tarefas

● Participação na implementação de campanhas de organização focadas em empresas
multinacionais e nacionais
● Participar em atividades de treinamento como parte de uma equipe de organizadores
● Participação em projetos para organizar os trabalhadores e desenvolver líderes no local
de trabalho em algumas das principais empresas dos setores econômicos
representados pelos afiliados da UNI

Expectativas pessoais, habilidades e experiência

● Será valorizada a experiência prévia em organização sindical/movimento social
● Excelentes habilidades de comunicação, também valorizado o uso de mídias sociais
● Capacidade para escutar às pessoas e descobrir as motivações delas
● Capacidade para motivar às pessoas com base em seus próprios interesses
● Habilidades de planejamento e capacidade de trabalhar com um plano
● Fluência quase nativa em português oral e escrito
● Disponibilidade para trabalhar horas longas e irregulares, e de viajar quando necessário
● Será valorizado o conhecimento dos princípios sindicais e relações trabalhistas
● Será valorizada a experiência de ter trabalhado no Brasil e/ou na América Latina e
conhecer a situação trabalhista e política atual.
● Conhecimento de inglês ou espanhol escrito e oral serão valorizados

Para concorrer à vaga, envie currículo e carta de apresentação para o e-mail peter.kuhns@uniglobalunion.org.

Departamento de Comunicação do SINDEESS

EDITORIAL

Essa é a primeira edição de uma nova forma de publicação do SINDEESS, para se aproximar cada vez mais da categoria, cumprindo seu papel de abrir discussões, informar e organizar as lutas contra os patrões: a edição digital do Jornal SINDEESS em Ação, agora com periodicidade mensal. A proposta é que abordemos com mais profundidade temáticas importantes para nossa categoria, a fim de estarmos cada vez mais preparados para as lutas que virão.

O tema que escolhemos para essa primeira edição é sobre a Saúde do Trabalhador. Infelizmente, a motivação para isso foi um fato que nos causa muito pesar: o falecimento de um companheiro nosso por conta de um acidente de trabalho. Por isso, é uma edição marcada pelo luto e dedicada à memória de Maurício Vargas da Silva Junior, enfermeiro de urgência vitimado.

Entendemos que a melhor forma de não deixar que casos como esse não se repitam e que possamos trabalhar com segurança é organizando a nossa luta e a serviço disso está esse jornal on-line e o nosso sindicato.

Boa leitura!

Direito à Segurança no Trabalho, direito à vida do trabalhador!

No Brasil, a cada 48 segundos acontece um acidente de trabalho. Há cada 24 horas um trabalhador morre. Esses dados são do Ministério Público do Trabalho e são alarmantes por si só. De 2012 até 14 de Agosto deste ano, o país registrou 4,27 milhões de acidentes no trabalho. É um cenário alarmante, que lembra países em guerra. Hoje o Brasil é o 4º país do mundo que mais tem acidentes de trabalho, e o pior, esses dados estão muito aquém de registrar a realidade, isso acontece por que a maioria das empresas, para evitar os impostos, se recusam a tirar CAT’s (comunicação de acidente de Trabalho), a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo IBGE, em 2013, mostrou que para cada acidente de trabalho registrado pela Previdência Social, há quase sete acidentes não declarados oficialmente.

O número de óbitos no trabalho aumentou mais de 30% desde a década de 70 e aumentou mais de 600% o número de doenças ocupacionais. E por que isso aumentou tanto? Não era de se supor que as coisas andariam para frente e melhorariam?

REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA

O adoecimento e morte de trabalhadores está diretamente ligado ao modelo econômico vigente no mundo: o capitalismo, que visa o lucro acima da vida. Por ser assim, os patrões procuram sempre aumentar os seus lucros, e para isso precisam aumentar a exploração. Quanto menos gastarem com salário, segurança e direitos, mais sobra pra eles! Assim, eles estão sempre desenvolvendo mecanismos para que trabalhemos cada vez mais, ganhando cada vez menos.

Esses mecanismos não são difíceis de se observar: as jornadas de trabalho se tornam cada vez maiores, a pressão para se produzir mais em menos tempo aumentam, empresários fazem conluios com governos para que se aprovem leis que diminuam os direitos, economizam com segurança e fingem que está tudo certo apenas quando há visita da fiscalização, e um grande etc.

O problema é que o fato de os patrões nos enxergarem como máquinas não nos transforma em máquinas. Nossos corpos vão se desgastando com o ritmo insano de trabalho, o stress aumenta e daí surgem as doenças ocupacionais como a LER/DORT, as dores lombares e as doenças respiratórias. A pressão imposta pelo ritmo de trabalho e pelo assédio dos gestores acaba por gerar problemas de saúde mental, diminuir o potencial de atenção do trabalhador e até debilidades físicas que causam os acidentes.

Existe uma tendência das empresas de sempre tirar o corpo fora, e colocar a responsabilidade sobre os acidentes no “comportamento inseguro” dos trabalhadores. Mas uma série de estudos e o próprio Ministério do Trabalho mostra que as condições de trabalho, incluindo a extensão da jornada, as práticas de gestão do trabalho e exigência de produção são determinantes para o acidente.

Ou seja, os lucros dos patrões têm colocado cada vez mais nossas vidas em risco. Por isso vivemos um cenário parecido com o de guerras, com tantas mortes. É uma guerra dos patrões contra os trabalhadores em nome do lucro. E essa é a razão pela qual precisamos nos organizar para nos defender, lutando em defesa de ambientes seguros de trabalho, de jornadas e ritmos de produção que sejam executáveis e garantam segurança para nós mesmos e para aqueles que nós atendemos. Defender nossas condições de trabalho nada mais é que defender nosso direito à saúde e à vida!

Foi o nome dado ao conjunto de mudanças no mundo do trabalho à partir dos anos 90. Foi quando as políticas neoliberais dos governos começaram a ser aplicadas à todo o vapor: fim de direitos trabalhistas, privatizações e repressão. O objetivo delas foi facilitar para os grandes empresários aumentar cada vez mais seu lucro, em detrimento das condições de vida dos trabalhadores.

Precisamos defender a saúde de quem cuida da saúde: um Raio-X sobre a Saúde dos Trabalhadores dos estabelecimentos de saúde!

Os dados sobre a saúde dos trabalhadores dos estabelecimentos de saúde são alarmantes: tanto no que se refere ao índice de acidentes, quanto às doenças ocupacionais. Também fica claro  o impacto do machismo e racismo nessas estatísticas, que refletem como as opressões são um fator que aprofunda o adoecimento e a precarização nas relações de trabalho.

No que se refere à LGBTfobia, existem pouquíssimos dados disponíveis apesar de sabermos que nossa categoria é uma categoria com grande presença LGBT. Essa ausência de estudos específicos, o que inclusive reforça a importância de combater essa forma de opressão e deixa clara a secundarização das questões relativas a um importante setor da nossa classe por parte das pesquisas científicas no ramo da Saúde do Trabalhador.

Elaboramos alguns infográficos para fazer um Raio-X da Saúde dos trabalhadores da Saúde.

 

 

 

Os impactos da Reforma Trabalhista para a Saúde do Trabalhador

A Reforma Trabalhista foi aprovada no ano passado, meio às escondidas e com pouca informação a respeito. Os grandes meios de comunicação se esforçaram mais em falar que ela geraria mais empregos e acabaria com o imposto sindical que de apresentar todos os elementos que ela trazia de mudança dos trabalhadores. Foram mais de 100 artigos da Lei Trabalhista (CLT) que foram modificados, e nenhum deles pensando nos direitos dos trabalhadores e na sua qualidade de vida.

Por isso mesmo, a luta dos trabalhadores se enfrentou diretamente com esse projeto de lei, fez a maior Greve Geral da história do Brasil e uma grande marcha em Brasília, com mais de 150 mil trabalhadores. Infelizmente a traição das grandes centrais sindicais, como a CUT, UGT e Força Sindical permitiu que ela fosse aprovada.

Agora, mais de um ano da sua aprovação, já podemos ver alguns efeitos dela. O primeiro é o mais evidente: desmascarou a mentira deslavada que Temer, a grande mídia e os patrões espalhavam, os índices de desemprego continuam crescendo e os patrões tem tentado cada vez mais intensificar ataques contra a nossa classe.

Como já dissemos no primeiro artigo (Direito à segurança do trabalhador, direito à vida!), os patrões têm buscado cada vez mais formas de aumentar a exploração do Trabalho – inclusive colocando as pessoas para trabalhar mais e ganhar menos, mesmo que isso prejudique sua saúde ou coloque sua vida em risco. Ou seja, uma desumanização maior do trabalho. Pois bem, a Reforma Trabalhista foi uma artimanha dos patrões e dos governos para tirar um obstáculo que os impedia de explorar mais: leis e direitos dos trabalhadores.

No âmbito da saúde do trabalhador as consequências são inúmeras, e vamos citar algumas:

  • TERCEIRIZAÇÃO IRRESTRITA

Hoje 8 em cada 10 acidentes acontecem envolvendo trabalhadores terceirizados e 4 em cada 5 mortes no trabalho. Isso acontece por que a jornada de trabalho média de um terceirizado é de 3 horas maior que a de um trabalhador não-terceirizado. Além disso o Ministério do Trabalho aponta que o investimento em prevenção de acidentes é maior entre terceirizadas, apesar destes trabalhadores geralmente exercerem atividades mais arriscadas.

A isso o relatório do DIEESE também soma a inviabilização do trabalho e as várias situações de descriminação nas quais os trabalhadores terceirizados são submetidos: muitas vezes não tem EPI, não podem usar o Refeitório do local onde trabalham, condições de transporte e equipamentos piores, além de piores salários para exercer a mesma função. Isso obviamente tem efeitos sobre a saúde mental dos trabalhadores, além de operar como elemento de divisão da classe trabalhadora.

A Reforma Trabalhista acabou com as restrições para a terceirização de serviços e até as chamadas atividades-fim (aquelas essenciais para a manutenção de uma empresa no ramo) podem ser terceirizadas. A conclusão é que agora um Hospital, por exemplo, pode funcionar apenas com trabalhadores terceirizados: ganhando menos, com menos segurança e menos direitos!

  • FLEXIBILIZAÇÃO DA CARGA HORÁRIA

A forma de organização da carga horária permitida pela nova lei impõe novas dificuldades aos trabalhadores. Primeiro, por que permite aos patrões expandir a jornada de trabalho. Isso, por si só, aumenta os riscos de acidentes. Pesquisas mostram que quanto maior a intensidade do trabalho e extensa a jornada maior a chance de acidentes: essas medidas são especialmente danosas em Hospitais e Serviços de Saúde, visto que é um dos setores que tem os maiores índices de acidentes de trabalho.

Além disso, a Reforma Trabalhista prevê possibilidade de redução do intervalo de jornada de uma para meia hora.

Por último, a flexibilização dá mais autonomia para as empresas organizarem a jornada de trabalho de acordo com suas necessidades, ignorando as necessidades dos trabalhadores. Essa falta de controle, por outro lado, aos trabalhadores potencializa riscos à saúde mental, pelo consequente stress e desorganização da vida particular dos trabalhadores.

  • EXPOSIÇÃO DE MULHERES GESTANTES E LACTANTES À INSALUBRIDADE

As modificações na CLT deixam de prever afastamento de mulheres gestantes e lactantes de situações consideradas de médio ou baixo risco à saúde, exigindo atestado médico para dar acesso a esse direito. Assim, facilita-se a possibilidade de mulheres gestantes e lactantes, por exposição a situações de risco à saúde, comprometerem a própria saúde e dos filhos.

No que tange às lactantes, a garantia de duas pausas de meia hora para a amamentação foi extinta, dependendo agora de negociação direta entre empregador e empregado – o que acaba com a garantia do direito. Especialistas indicam que isso pode ter impacto direto sobre a formação no bebê, já que a alimentação em horários adequados é fundamental para o desenvolvimento da criança.

  • DESPROTEÇÃO DO TRABALHADOR E INDIVIDUALIZAÇÃO DA NEGOCIAÇÃO

A relação entre trabalhador e patrão é necessariamente desigual, uma vez que existe uma hierarquia clara entre eles e o poder de demissão está na mão deste último. Por isso, a negociação coletiva e o direito de sindicalização, greve e organização são tão fundamentais. Elas garantem uma forma, ainda que limitada, de nivelamento dessa desigualdade. Justamente para evitar a intimidação por parte das chefias, trabalhadores com tarefas sindicais tem estabilidade: não podem ser demitidos e assim podem se enfrentar com os interesses dos patrões sem esse tipo de intimidação.

No caso do trabalhador individual esse nivelamento acaba. A pressão das chefias fica mais forte e facilita para eles retirar direitos.

Saúde Mental: “Até 2020 a depressão será a maior causa de afastamento de trabalhadores no mundo”, diz OMS

A aceleração do ritmo de trabalho, o assédio moral e as jornadas intensas não são prejudiciais apenas ao corpo, mas também a saúde mental. Basta darmos uma olhada ao nosso entorno, para nossos colegas de trabalho, que vamos entender o nível de gravidade da situação. Quantas pessoas que você convive no trabalho que toma algum medicamento para depressão, ansiedade ou algum outro problema de ordem psicológica?

De fato, a depressão e outros transtornos de Saúde Mental já são a 4ª maior causa de afastamentos do trabalho no país. E isso por que na maior parte dos casos os trabalhadores, apesar da condição de saúde não são afastados pelos patrões. A OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que até 2020, a depressão será a maior causa de afastamento do trabalho no mundo. Atualmente ela perde apenas para a LER/DORT. Ainda de acordo com a OMS, 33% da população mundial sofrem com algum tipo ou nível de ansiedade, o que equivale a cerca de 700 milhões de pessoas em todo o mundo.

Mais uma vez, assim como nos acidentes, os patrões tendem a relacionar o adoecimento a fatores individuais de cada trabalhador. Mas como é possível que em algumas categorias específicas como Saúde, bancários, policiais, professores e rodoviários tenham um nível de incidência bem maior que outras categorias?

Especialistas em Psicologia do Trabalho pontuam que o trabalho, em certas condições, pode promover saúde e bem estar psíquico aos trabalhadores. Em outras condições, pode promover adoecimento. O que explica as categorias que tem maiores índices é justamente a condição de trabalho.

Os profissionais de saúde ocupam o terceiro lugar entre os mais afetados pelos transtornos de saúde mental. “Embora exista uma pressão de parte dos empregadores para tentar colocar a responsabilidade nos trabalhadores – atribuindo a processos da vida pessoal, ou fatores como ‘cabeça-fraca’” sendo que isso não é verdade. Para isso, seria necessário explicar o por quê de existirem outros grupos de trabalhadores e empresas para os quais o trabalho se transforma em um ponto de apoio para a superação de uma fase difícil.” afirma Raíssa Dias, psicóloga clínica e organizacional.

No específico do trabalho na Saúde, existem uma série de fatores que levam a isso: os plantões em horários difusos, os baixos salários que levam os trabalhadores a buscar mais de um emprego, aumentando assim o cansaço, diminuindo as horas de sono e o esgotamento físico. Para se ter uma idéia, a doença recorrente deste esgotamento profissional, conhecida Síndrome de Burnout, é responsável por 30% dos afastamentos de trabalhadores no país, de acordo com pesquisa realizada pela Isma (International Stress Management Association)

Além disso, o assédio moral e a pressão constante pela produtividade também são aspectos que contribuem para o aumento do stress que leva a inúmeras doenças: como a depressão e o transtorno de ansiedade. Por último, a exposição ao sofrimento, a doença e a morte também é elencado como um fator que expõe trabalhadores às doenças de ordem psicológica.

Como se vê, o adoecimento psíquico passa longe de ser um problema individual e suas causas se encontram em boa parte das vezes nas próprias condições de trabalho. É preciso romper com os preconceitos que rondam doenças como essas, cada vez mais presentes no cotidiano dos trabalhadores, e colocar a luta contra elas na pauta do dia. Não podemos permitir que a ganância dos patrões acabe com a nossa saúde mental e a nossa qualidade de vida!  

E qual a solução? Um programa dos trabalhadores para acabar com essa crise

1 – Um SUS 100% público, sob controle dos trabalhadores e usuários! Estatização de toda a rede privada e planos de saúde!

A saúde virou um grande negócio para os empresários. Eles se apoiam na ideia de que o SUS não funciona e na falta de serviços públicos para ganhar muito dinheiro. Por isso, mesmo com a crise econômica os lucros dos hospitais privados e planos de saúde continuam crescendo tanto. Além disso, a Lei 8080/1990 garante aos Hospitais Privados o direito de alugar leitos ao setor público caso haja excedente de vagas. Ou seja, é um negócio seguro, caso falte demanda para o serviço privado, o Estado garante preenchimento dos leitos.

Isso faz com que a precarização dos serviços públicos de saúde seja interessantes aos empresários. Hoje, mais de 60% da população brasileira precisa de complementar o atendimento no sistema público pagando por exames, consultas e planos de saúde. Por isso, eles financiam campanhas, influenciam políticos e usam de vários mecanismos para manter baixa a qualidade do SUS e garantir sua clientela.

Como saúde não é mercadoria, precisamos colocar todas as estruturas a serviço do cuidado e promoção à saúde da população, com a estatização – sem indenização – dos serviços privados. Além disso, é fundamental que os trabalhadores e usuários tenham controle sobre os serviços prestados, garantindo condições dignas de trabalho e de assistência.

O SUS tem que ser controlado por aqueles que trabalham e se beneficiam dele. Não por aqueles que veem na sua precarização uma forma de aumentar seus lucros.

2 – Jornada de trabalho de 30 horas e salário mínimo do DIEESE (R$ 3.752,00)

Um dos principais motivos de acidentes e doenças ocupacionais dos trabalhadores da saúde são as jornadas extenuantes. Isso ocorre também por conta dos baixos salários: os trabalhadores, para complementar a renda, assumem dupla ou tripla jornada, o que aumenta o cansaço e o Stress, diminui o limiar de atenção e dá base para que acidentes ocorram. Além do mais, a pressão nos Hospitais e Pronto-Socorros é muito alta, por que na maioria das vezes o número de profissionais é insuficiente – o que faz com que o trabalho tenha que ser feito num ritmo sobre-humano.

Por isso, é essencial reduzir a jornada de trabalho para que todos trabalhem, combatendo o desemprego. Do outro lado, garantir um salário que de fato atenda as necessidades básicas dos trabalhadores e suas famílias, faz com que grande parte dos profissionais não busque complementação de renda duplicando ou triplicando a jornada. O cálculo do DIEESE se baseia nos custos médios dos direitos básicos estabelecidos na Constituição.

3 – Suspensão do pagamento da dívida pública e plano de obras públicas emergenciais

Para garantir os recursos para aplicar essas medidas é necessário priorizar as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre. Não é o que ocorre hoje! A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), prevê que os gastos com os serviços necessários, a população, sejam secundários ao pagamento da dívida aos banqueiros. É destinado quase metade de todo orçamento do país para beneficiar uma meia dúzia de bilionários, enquanto os serviços públicos vão de mal a pior.

Estudos da Auditoria Cidadã da Dívida mostram que essa já foi paga mais de 45 vezes e não para de crescer. Isso por que o que pagamos são apenas juros, que deixam o país refém dos grandes bancos/empresários internacionais.

Com a suspensão desse pagamento é possível praticamente dobrar o investimento em todas as áreas sociais. Isso significa ter dinheiro para investir em saneamento, construção de hospitais e clínicas, investimento em pesquisas. Além de suprir uma demanda histórica da população brasileira, essas medidas combatem o desemprego que assola as famílias trabalhadoras.

4 – Anulação das Reforma Trabalhistas, ataques a previdência, MP’s e todos os ataques aos trabalhadores!

A Reforma Trabalhista de Temer foi um desastre! Aumentou o desemprego, retirou direitos e só piorou a qualidade de vida dos trabalhadores. Lula (PT) foi o responsável pela primeira reforma que dificultou o acesso de trabalhadores à aposentadoria, Temer (MDB) só não acabou com ela de vez por que as lutas da classe trabalhadora não deixaram, mas todos os principais partidos que concorrem nas eleições têm como prioridade fazer esse serviço sujo.

Dilma (PT) atacou o PIS e o direito ao seguro-desemprego. Além disso, a PEC do Teto de Gastos deixou cada vez mais precários serviços tão importantes para os trabalhadores, como saúde e educação.

Precisamos revogar todas essas medidas e garantir as condições para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. A nossa vida tem que valer mais que o lucro de um punhado de bilionários!

 5 – Fim da terceirização! Efetivação de todos os profissionais e realização de concursos públicos!

A terceirização é um desastre para os trabalhadores. Retira direitos, divide a classe, causa uma redução geral dos salários. Além do mais, aumentam os calotes contra os trabalhadores terceirizados por parte das empresas e são nas terceirizadas onde ocorrem a maior parte dos acidentes e mortes.

A terceirização tem que acabar, os trabalhadores já mostraram na prática que tem condição de exercer a função diretamente na empresa em que trabalham. Para a complementação das demais funções é necessária abertura de concursos públicos.

 6 – Governo dos trabalhadores, por meio de conselhos populares!

Todas essas medidas só serão atingidas a partir da luta dos trabalhadores. Agora nas eleições todo tipo de picareta vem falar que tem a fórmula para resolver o problema. Mas desconfiem! A ampla maioria defende medidas que só vão beneficiar os ricos ou não vão na raiz do problema. Não defendem a estatização dos serviços essenciais, nem o controle dos trabalhadores sobre a economia: estatizando e colocando sobre o controle dos trabalhadores as 100 maiores empresas e os bancos do país. Tampouco defendem a suspensão do pagamento dessa dívida fraudulenta que deixa as áreas sociais em um caos completo.

Dessa forma, não é possível resolver os problemas dos trabalhadores e do povo pobre, que são a ampla maioria da população. Isso só é possível com um governo nosso, para que possamos colocar toda a riqueza do país a serviço das nossas necessidades. Os conselhos populares seriam construídos em cada local de trabalho, estudo e moradia e fariam a gestão dos recursos e decidiriam como eles seriam gastos. Todos os mandatos seriam revogáveis a qualquer momento pelos próprios conselhos, se os trabalhadores assim o desejarem.

Isso garante que os trabalhadores defendam em conjunto seus próprios interesses e não os interesses de uma pequena minoria.

TRT da 3ª Região reconhece direito dos empregados que fazem a recepção de pacientes ao adicional de insalubridade

Segundo decisão proferida no Incidente de Uniformização de Jurisprudência do TRT da 3ª Região, processo nº 0011609-78.2017.503.0000(UIJ), de relatoria da Desembargadora Adriana Goulart de Sena Orsini, publicada no DEJT em 22/06/2018, é devido o pagamento de adicional de insalubridade em grau médio a empregado(a) que, embora recepcionista de hospital, exerça suas atividades em contato com pacientes potencialmente infectados ou manuseie objetos de uso destes, não previamente esterilizados, nos termos do Anexo 14 da NR 15 da Portaria n. 3.214, de 1978, do MTE.

Os trabalhadores prejudicados pelo não recebimento do adicional de insalubridade, devem entrar em contato com o Sindeess para buscar a garantia de seus direitos.

Oportunidade: Curso de IONIC  DETOX com desconto para os Associados

Mais uma oportunidade para Associados do Sindeess: Curso de IONIC  DETOX, com a Bárbara Moraes, com desconto especial. Ao fazer a inscrição para o módulo I, automaticamente os associados ganhar 50% de desconto no Módulo 2.

A Ionic Detox é um tratamento que possui alta eficácia em desintoxicação, estimulando e normalizando as funções orgânicas. A técnica envolve um trabalho do corpo num todo, desenvolvendo saúde, bem estar e equilíbrio. Além disso, é um fortíssimo aliado do emagrecimento.

Confira as informações:

➡ 1ª Turma:

14 de julho: Módulo I

15 de julho: Módulo II

➡ 2ª Turma:

21 de julho: Módulo I

22 de julho: Módulo II

HORÁRIO:  9h às 18h

LOCAL: Belo Horizonte – Endereço a definir

Curso Teórico e Prático.

MÓDULO I

  • Desintoxicação e seus princípios
  • Alcalinização e saúde
  • Intestino e doenças
  • Radicais livres e o envelhecimento celular
  • Sinais de intoxicação
  • Alimentação desintoxicante
  • Ionic Detox melhorando seus resultados
  • Ionic Detox no tratamento estético
  • Ionic Detox no emagrecimento
  • Indicações
  • Contra indicações
  •  O procedimento
  • A água
  • Leitura
  • Diagnóstico
  • Tratamento estético
  • Quais as desordens são tratadas?
  • Emagrecimento
  • Como e por que?
  • Sono

 

MÓDULO II

(Pré-requisito:  Módulo 1 – by Bárbara Moraes)

  • Relembrando as cores
  • Tabela de cores e seus significados
  • As cores e os órgãos
  • As cores e as emoções
  • As cores e os chacras
  • Mapa dos pés
  • As cores e os  benefícios para saúde  estética e emagrecimento
  • Saúde física, mental e espiritual
  • Suplementação

 

Inscrições abertas com Mariana Ribeiro:
Telefone: (31) 99628-2005
E-mail: maridsribeiro@gmail.com

Incluso

  • Certificado
  • Apostila
  • Coffee break

Investimento

  • MÓDULO 1: R$800,00
  • MÓDULO 2: R$500,00

Valor do equipamento

  • R$ 1600,00 em 06 vezes sem juros
  • R$ 1450,00 pagamento à vista

Inscrição

Forma de pagamento: Depósito Bancário.

Módulo I: Depósito no valor de R$500,00

Módulo I e II: Depósito no valor de R$800,00

 

Favorecido: Bárbara A Moraes Souza
Banco: Sicoob Credicom
Agência: 4027
Conta: 288579089

 

– O restante será pago no dia do curso , pode ser parcelado em até 03 vezes no cartão de crédito .

– Enviar o comprovante do depósito para: maridsribeiro@gmail.com

– A inscrição será confirmada, apenas, mediante do envio do comprovante do depósito.

 

Não perca essa oportunidade de agregar valor e conhecimento para você e seus clientes.

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Novo recorde: segundo IBGE, 28 milhões querem trabalhar, mas não conseguem

No Brasil, falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,7% no 1º trimestre de 2018, a maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior já registrado pela pesquisa.

Mulheres e negros nas piores condições

A taxa de desemprego dos que se declararam brancos ficou em 10,5% no 1º trimestre, abaixo da média nacional (13,1%), enquanto a dos pretos (16,0%) e a dos pardos (15,1%) ficou acima. Atualmente, os pardos representavam 48,1% da população fora da força, seguidos pelos brancos (42,5%) e pelos pretos (8,4%).

O desemprego também atinge mais as mulheres do que os homens, mesmo com o universo feminino sendo a maioria na população em idade de trabalhar (52,4%). A taxa de desocupação no 1º trimestre foi de 11,6% para homens e de 15% para mulheres. Segundo o IBGE, o nível da ocupação dos homens no 1º trimestre ficou em 63,6% e o das mulheres, em 44,5%.

Carteira assinada em queda

No 1º trimestre, 75,4% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, 1,2 ponto percentual a menos na comparação anual, uma redução de 408 mil pessoas. O contingente de 32,9 milhões trabalhadores também foi menor de toda a série da pesquisa, iniciada em 2012. Em 4 das 5 regiões, houve queda. Em relação ao 1º trimestre de 2017, houve alta dessa estimativa apenas na região Norte (de 59,9% para 62,9%).

Já o rendimento médio real de todos os trabalhos ficou estável no 1º trimestre, segundo o IBGE, e foi estimado em R$ 2.169 por mês.

Número recorde de desalentados

O universo de desalentados (brasileiros sem emprego e que desistiram de procurar trabalho) passou de 4,3 milhões no último trimestre de 2017 para 4,6 milhões de pessoas no 1º trimestre. Também é o maior número da série histórica. Desde 2016, o número de brasileiros que desistiram de procurar trabalho triplicou no país. No 1º trimestre de 2016, eram 1,57 milhão de desalentados.

“A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho adequado, ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga”, explica o IBGE.